Os novos pilares da educação médica: perspectivas e mudanças de paradigma

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A educação médica vem passando por transformações ao longo dos anos, onde atualizações constantes se fazem necessárias, principalmente no segmento tecnológico.

Pensando nisso, o Programa Elsevier Mais Professor promoveu o Webinar “Os novos pilares da educação médica: perspectivas e mudanças de paradigma”, ministrado pelo Professor Renato Sabattini, que abordou  de uma maneira muito próxima à realidade vivenciada por alunos, docentes e profissionais de medicina.

Pioneiro na área de pesquisa, desenvolvimento, inovação, tecnologia e novas metodologias de ensino da medicina e saúde, Dr. Renato Sabattini busca nos aproximar dos desafios impostos e transformações.

As áreas ligadas à saúde passam por uma célere mudança, abrangendo a medicina, enfermagem, além de outras áreas do segmento. Os problemas se dão devido a velocidade exponencialmente crescente de mudanças na ciência da saúde.

Hoje em dia existe a necessidade de individualização de tratamentos, expansão diagnóstica e terapêutica, medicina de precisão, vastos campos de conhecimento, genômica médica. Há a mudança nos consumidores/pacientes, que são chamados de sujeitos de atenção, pois ele se tornou empoderado com relação às decisões de diagnósticos deles, tornou-se alguém muito mais engajado.

Tais fatores fazem com que a medicina mude muito rápido, em questão de anos ou, dependendo da informação, em questão de horas.

Cada vez mais, é preciso o uso de ferramentas que garantam a atualização contínua dos que necessitam da informação. Nas instituições de ensino e clínicas, essas ferramentas podem auxiliar na redução de  erros, aumento da qualidade, da cobertura, da agilidade e da eficiência.

Um bom exemplo dessa necessidade do uso de tecnologias envolvendo o sujeito de atenção (paciente) é o prontuário eletrônico. Ao longo da vida, somos atendidos por centenas de médicos, hospitais e laboratórios, tendo prontuários eletrônicos espalhados por vários lugares, o que ocasiona a necessidade de uma integração de informações.

Com esse avanço acontecendo de forma rápida, existe a necessidade de se formarem novas especialidades, bem como novas competências médicas, pois existe um progresso técnico inovador da medicina. Tecnologia da informação para a prática clínica não é ensinado em todas as faculdades.

A crise na área médica está sendo provocada pela avalanche no progresso científico, inviabilizando a duração atual do curso e dos modelos clássicos de ensino, onde as formas tradicionais de acesso à informação estão ficando obsoletas.

Mas como isso pode ser feito? É preciso rever os pilares da sustentação da academia médica e do hospital universitário.

É cada vez mais notório a necessidade dos estudantes terem para-habilidades, saberem pesquisar com precisão e agilidade o seu próprio aprendizado, saberem diferenciar informações confiáveis de não confiáveis, saberem incorporar informações científicas e clínicas atualizadas, confiáveis e baseadas em evidências, na prática diária. É preciso que eles sejam capazes de ter um aprendizado autônomo ao longo de toda a carreira, tornando-se um usuário mais frequente de soluções informatizadas de apoio à decisão clínica.

É preciso que se tenha uma noção dos pilares, não só para aqueles que seguirão no segmento. Também é necessário que exista uma integração entre as esferas do conhecimento clínico. Dentro do hospital escola e da academia, é preciso centrar os pilares da educação médica com a informação.

Confira quais são os seis principais pilares para a educação médica baseados em tecnologia, apresentados pelo professor Renato Sabattini, durante o webinar:

  • Informatização dos estudantes;
  • Informatização dos docentes;
  • Informatização do ensino e do aprendizado;
  • Informatização dos recursos de informação;
  • Plataformas tecnológicas de integração docente-assistencial;
  • Novas metodologias ativas.

A base de tudo isso é a revolução digital, que é a substituição das formas tradicionais de educação por meios digitais, aumentando o uso de multimídia, substituindo registros físicos por digitais, utilizando a internet como forma de propagação de conteúdo, utilização de terminais móveis e redes sem fio, além do uso de novas tecnologias. A forma digital pode ser considerada muito mais rica pela interatividade que proporciona, como vídeos, animações e muito mais.

Quer ter acesso ao conteúdo completo? Com respostas de dúvidas dos espectadores? Assista abaixo ao vídeo do Webinar.

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