A dinâmica do varejo

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O varejo brasileiro é um dos mais dinâmicos setores da economia. Em 2015, impactou 47,4% do PIB brasileiro com um volume total de R$ 1,4 trilhão. Nesse mesmo ano, segundo o IBGE, empregou 19,1% dos trabalhadores formais brasileiros, cerca de 17 milhões de pessoas.

Em 2011, diversas razões justificaram o lançamento da 1ª edição do livro Administração de Varejo, destacando-se três: 1) a carência de livros-texto essencialmente brasileiros de administração de varejo, apesar da sua importância para a economia do país; 2) a necessidade de uma obra atualizada que incorporasse a dinâmica do varejo: as mudanças contínuas e cada vez mais rápidas, o crescimento das franquias e do varejo eletrônico, a crescente utilização da informática na gestão de varejo, as mudanças no comportamento dos consumidores, os novos formatos de lojas etc.; e 3) o fato de a academia ter dado pouca importância ao varejo, tanto em termos do número de estudos e pesquisas realizados quanto em ensinamentos e treinamentos, sendo raras as instituições acadêmicas que se dedicavam ou tinham áreas de ensino e pesquisa destinadas ao estudo do varejo. O livro visou atender a parte dessas lacunas.

É fato que de 2011 para cá a dinâmica de evolução do varejo continuou, o que também tornou a 1ª edição defasada, não em termos teóricos mas, principalmente, em termos das mudanças econômicas e das alterações nos tipos e formas de varejo (tabela abaixo) ocorridas ao longo desse período, o que levou à elaboração da 2ª edição.

Formatos de varejo

2006

2016

Variação
2006/2016 (%)

Média nominal de crescimento anual (%)

Autosserviço (1)

124,1

338,7

172,9

17,29

Shopping centers (2)

50,0

157,9

215,8

21,58

Franquias (3)

39,8

151,2

279,9

27,99

Vendas diretas (4)

14,5

40,4

178,6

17,86

E-commerce (5)

4,4

41,2

836,4

83,64

Evolução das vendas dos principais formatos de varejo no Brasil em 2006 e 2016 (em bilhões de R$).

Exemplos dessa dinâmica do varejo no Brasil são as grandes e importantes empresas varejistas que deixaram de existir como: A Exposição, Arapuã, Brenno Rossi, Confecções e Lojas Camelo, Casa Albano, Casa José Silva, Casa Kosmos, Casa Manon, Casa Slopper, Cássio Muniz, Clipper, Ducal, Eletroradiobraz, G. Aronson, Hermes Macedo, Isnard, Lojas Brasileiras, Mappin, Mesbla, Paes Mendonça, Peg-Pag, Pirani, Sandiz, Sears (e sua sucessora Susa), Sendas, Sensação Modas, Sirva-Se, Tamakavi, Três Leões, entre muitas outras que faliram ou foram adquiridas por outras.

Dinâmica semelhante ocorre nos EUA, shoppings outrora vibrantes estão em decadência, muitos já fecharam e outros estão próximos de encerrar as atividades, como também grandes redes de lojas de departamento tradicionais como Sears, Macy’s, JCPenney e outras (a JCPenney já fechou 33 lojas, a Macy's cinco e a Sears sua loja principal em Chicago – após já ter fechado 300 desde 2010).

Outro fato é que o Brasil em 2012 já tinha quase 140 milhões de usuários da internet (a 4ª maior do mundo), cerca de 67,5% de sua população, o que explica, ao menos em parte, a explosão das vendas no e-commerce, com altas taxas de crescimento em detrimento do mercado de varejo físico tradicional. Muitas novas empresas (como NetShoes, Shopfisio,  Amazon) bem como sites de vendas coletivas (como Mercado Livre, OLX, Buscapé) vêm ocupando essas oportunidades que grandes varejistas físicos tradicionais não têm conseguido fazê-lo com a mesma eficácia, independentemente dos problemas da economia que afetam a todos.

A 2ª edição do Administração de Varejo seguiu a mesma estrutura da 1ª edição, tendo todos os dados estatísticos do varejo e da economia brasileiros sido atualizados. Os capítulos em que se deu maior ênfase nas atualizações, inclusive teóricas e operacionais, foram os direcionados para a comunicação e venda eletrônica.

Segundo Paulo Quaglia, Presidente da ABEVD - Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas:

“São 14 capítulos ordenados em mais de 600 páginas que brindam o leitor com uma verdadeira aula sobre varejo. Uma ampla obra que aborda entre outros temas as vicissitudes do segmento desde seu surgimento até os dias atuais, passando pela evolução do segmento no Brasil e o surgimento dos canais de distribuição mais expressivos como os shopping centers, autosserviços, franquias, vendas diretas e varejo eletrônico. O autor dedica mais de 200 páginas para tratar dos diversos tipos de gestão que são aplicadas no varejo atual e que devem funcionar em perfeita simbiose para garantir o sucesso das mais diversas operações. O destaque fica por conta da gestão financeira, organização e de pessoas, mercadorias e serviços, compras e logísticas, categorias, preços e finalmente a comunicação.”

Esperamos que esta 2ª edição continue agradando seus leitores tanto quanto a primeira.

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