Redução da mortalidade materna ainda é um grande desafio

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Este desafio de saúde, ético e de equidade de gênero, ainda está longe de ser vencido, uma vez que, as mulheres continuam morrendo desnecessariamente em decorrência da gravidez e do parto. O dia 28 de maio é de extrema importância para as mulheres, pois além de ser o Dia Internacional de Ação pela Saúde das Mulheres, integra a agenda do movimento de mulheres brasileiras como o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. Ambas as ações têm como objetivo chamar a atenção e conscientizar a sociedade dos diversos problemas de saúde e distúrbios comuns na vida das mulheres.

No mundo, ainda é alto o número de mulheres que morrem por complicações na gestação, parto e puerpério conhecida por mortalidade materna. Os dados são tão relevantes que ‘’Faz parte dos objetivos da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicados em 2000, reduzir em 75% o risco de mortalidade materna mundial entre os anos de 1990 e 2015. Embora tenha ocorrido diminuição das mortes maternas mundialmente, com taxa atual de redução de risco de mortalidade materna de 2,5% ao ano, evidencia-se que tal velocidade de redução não será suficiente para cumprir a meta preestabelecida.’’¹ No Brasil, o número de mortalidade materna só chegou a reduzir em 50% desde a Declaração do Milênio de 2000.

Conhecer a realidade, investigar a causa das mortes maternas e o perfil das gestantes, humanizando-as e permitindo que deixem de ser apenas mais um número nas estatísticas é o primeiro passo para a sua prevenção e redução. A mortalidade materna pode e deve ser evitada com o pleno acesso da mulher ao sistema de saúde com o acompanhamento regular e de qualidade na gravidez, parto e puerpério.

‘’Muitos dos principais determinantes da morbidade e mortalidade perinatal já foram delineados. Incluídos entre estes estão a idade materna, raça, status socioeconômico, estado nutricional, história obstétrica pregressa, história familiar, doenças associadas, e os problemas na gestação atual. Idealmente, o processo de identificação de risco é estabelecido antes da concepção, porque este é o momento em que é mais provável que tenhamos benefícios no aconselhamento a favor e contra certos comportamentos, alimentos e suplementos nutricionais.’’²

‘’O atendimento inicial adequado e o transporte realizado de acordo com as normas de segurança, podem interferir de maneira significativa no prognóstico do paciente, com redução da mortalidade e prevenção de lesões que poderiam levar a sequelas irreversíveis.

Segundo a OMS, o Brasil é um país que apresenta elevadas taxas de mortalidade materna, em torno de 77 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos. Esse dado é alarmante quando em comparação com as cifras menores de 10/100 mil constatadas no Canadá e nos Estados Unidos. Porém, mesmo em países desenvolvidos, a hipertensão arterial figura como a principal causa da mortalidade materna.’’³

  ¹²³ Trecho retirado integralmente do livro Condutas de anestesia obstétrica¹, Klaus & Fanaroff – Alto Risco em Neonatologia² e Protocolos Clínicos e de Regulação³.

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