Outubro Rosa – Exercícios físicos são importantes para prevenção e tratamento de câncer de mama

Pesquisas realizadas pelo Instituto Nacional do Câncer, dos Estados Unidos, apontam que a prática de exercícios físicos regularmente diminui em média, 7% do risco de desenvolver qualquer tipo de câncer. Em 2013, outra pesquisa já havia comprovado que mulheres na menopausa que se exercitam regularmente têm o risco de ter a doença reduzido em 25 %. Aquelas que fizeram atividades mais leves, como ao menos sete horas de caminhadas por semana, reduziram o risco em 14%, provando que atividades simples e regulares, podem sim, reduzir o risco de câncer de mama.

Já o exercício físico para pessoas que tiveram a doença também é muito importante. Após a mastectomia, e principalmente quando ela é acompanhada da radioterapia, determinadas complicações físicas podem ocorrer, tais como: limitação e diminuição de movimentos de ombro e braço, linfedema e variados graus de fibrose da articulação escapuloumeral. Exercícios físicos para reabilitação não somente são recomendados, como são fundamentais na assistência pós-operatória à mulher, pois têm como finalidade prevenir ou minimizar o linfedema ou perda de mobilidade no ombro.

¹CÂNCER DE MAMA

O câncer de mama é uma das doenças malignas mais comuns nas mulheres. Desenvolve-se nas células dos ácinos, ductos lactíferos e lóbulos da mama. O crescimento do tumor e sua propagação dependem do exato local da origem celular do câncer. Esses fatores afetam a resposta à cirurgia, à quimioterapia e à radioterapia. Os tumores de mama propagam-se através dos linfáticos e das veias ou por invasão direta.

Quando uma paciente apresenta um nódulo, o diagnóstico de câncer de mama é confirmado através de biópsia e avaliação histológica. Uma vez confirmado, o clínico deve tentar estadiar o tumor.

O estadiamento do tumor significa definir:

  • tamanho do tumor primário;
  • local exato do tumor primário;
  • número e locais de propagação para linfonodos;
  • os órgãos para os quais o tumor pode ter se propagado.

A tomografia computadorizada (TC) do corpo pode ser realizada para procurar qualquer propagação para os pulmões (metástase pulmonar), para o fígado (metástase hepática) ou para os ossos (metástase óssea).

Outras imagens podem incluir cintilografia óssea com a utilização de isótopos radioativos, que são captados avidamente pelas metástases tumorais no osso.

A drenagem linfática da mama é complexa. Os vasos linfáticos passam pelos linfonodos axilares, supraclaviculares, paraesternais e até pelos abdominais, assim como pela mama oposta. A contenção do câncer de mama metastático nodal, portanto, é potencialmente difícil, porque pode se propagar para muitos grupos de linfonodos.

A obstrução linfática subcutânea e o crescimento tumoral tracionam os ligamentos do tecido conjuntivo da mama, resultando em textura com aspecto de casca de laranja (peau d’orange) na superfície da mama. Além disso, a propagação subcutânea pode induzir uma rara manifestação de câncer de mama, que produz uma textura dura e lenhosa na pele (cancer en cuirasse).

A mastectomia (remoção cirúrgica da mama) envolve excisão do tecido mamário até o músculo peitoral maior e a fáscia. No interior da axila, o tecido mamário precisa ser removido da parede medial da axila. O nervo torácico longo está situado bem próximo à parede medial da axila. A lesão desse nervo pode levar à paralisia do músculo serrátil anterior, produzindo uma escápula “alada” característica. Também é possível lesar o nervo do músculo latíssimo do dorso, o que pode afetar a extensão, a rotação medial e a adução do úmero. (¹Gray’s Anatomia Clínica para Estudantes 3ED)

Share
Tweet
Share
Share