Entenda o envelhecimento do cérebro e sua ação nos demais órgãos

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Com o passar dos anos, corpo e mente vão se tornando mais lentos em relação ao que eram no início da vida. Isso não é apenas fadiga ocasionada por incansáveis horas de trabalho, estresses gerados pela correria do dia a dia, mas sim, uma prova de que com o passar do tempo os anos estão agindo em nosso corpo. Essa ação é inevitável, mas pode ser minimizada com uma vida mais saudável. Confira abaixo o trecho retirado do livro  Anatomia e Fisiologia, 4ED, publicado pela Elsevier, sobre o processo de envelhecimento da mente:

¹O envelhecimento do sistema nervoso é da maior importância porque mudanças neste sistema atingem órgãos de outros sistemas e podem provocar distúrbios em muitas funções do corpo. Por exemplo, alterações nos nervos diminuem a estimulação dos músculos esqueléticos, contribuindo para a atrofia muscular com a idade. Devido às suas consequências generalizadas, o envelhecimento do sistema nervoso é um dos aspectos mais penosos do envelhecimento.

Da mesma forma que outras células, as células nervosas são perdidas quando a pessoa envelhece, mesmo na ausência de doenças. Como os neurônios não sofrem mitose, quando se perdem, não são substituídos. A perda de neurônios é a grande responsável pela retração da massa encefálica que ocorre no envelhecimento. Felizmente, o encéfalo possui uma grande reserva de provisão de neurônios, muito mais do que o necessário para desempenhar suas funções; assim, a diminuição no número de neurônios por si só não é devastadora. A perda de neurônios não é constante em todas as áreas do encéfalo.

Por exemplo, em torno de 25% de células especializadas no cerebelo, que são responsáveis pela coordenação de movimentos, são perdidas durante o envelhecimento. Isso pode comprometer o equilíbrio e causar dificuldades na coordenação de movimentos delicados. Há outras áreas do encéfalo nas quais o número de neurônios permanece praticamente constante ao longo da vida.

Em geral, admite-se que com a idade exista um declínio na inteligência e pensa-se que isso pode estar associado à perda de neurônios. Contudo, é importante lembrar que existem amplas variações individuais a respeito de alterações no intelecto com o envelhecimento. Ser uma pessoa idosa não significa ser uma pessoa “boba”. Muitos idosos mantêm o intelecto aguçado até a morte. Concomitantemente ao declínio da inteligência, há também um declínio geral da memória. De novo, isso varia de pessoa para pessoa. Em geral, a memória recente parece mais atingida do que a memória remota. Intelecto e memória parece que se conservam melhor em pessoas que permanecem mental e fisicamente em atividade.

Outra mudança observada em idosos é uma diminuição na velocidade de condução do impulso ao longo de um axônio e de uma sinapse. Uma redução na quantidade de mielina em torno do axônio provavelmente contribui para a diminuição da velocidade de condução ao longo do axônio. A diminuição da quantidade de neurotransmissores e do número de receptores provoca o retardo na condução através das sinapses. Esses fatores contribuem para tornar os reflexos mais lentos e prolongar o tempo necessário para processar informações que se observam em muitas pessoas idosas.

¹Trecho retirado integralmente do livro Anatomia e Fisiologia, 4ED (Elsevier)

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