Dia Mundial do Doador de Sangue: prática que salva vidas

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Hoje é o Dia Mundial do Doador de Sangue, e, o  Hemorio, que fornece sangue para mais de 180 unidades de saúde veiculadas ao SUS, no estado do Rio de Janeiro, e pede que mais pessoas entrem na causa. Nos últimos meses, a unidade recebeu cerca de 150 voluntários por dia, número bem inferior à capacidade das instalações da instituição, que comporta cerca de 500 doadores por dia.

Com a proximidade dos Jogos Olímpicos, o comparecimento dos voluntários é ainda mais necessário. Pois, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, o ideal é que entre 3 e 5% da população de um país seja doadora frequente de sangue. No Brasil, o número é inferior a 2% e no Rio de Janeiro, em torno de 1,5%.

PARA ONDE VAI O SANGUE DOADO?

Ao se acidentar ou passar por algum tipo de cirurgia, o paciente necessita de uma transfusão sanguínea para repor o sangue perdido no decorrer do procedimento. ‘’A transfusão sanguínea, ou tratamento com componentes do sangue, é a administração IV de sangue total ou de um componente do sangue, como hemácias, plaquetas ou plasma. Os objetivos para a administração de transfusões de sangue incluem (1) aumentar o volume sanguíneo circulante após uma cirurgia, trauma ou hemorragia; (2) aumentar o número de glóbulos vermelhos e aumentar os níveis de hemoglobina, em pacientes com anemia grave; e (3) fornecer componentes celulares específicos como terapia de reposição (ex, fatores de coagulação, plaquetas, albumina).’’ (Fonte: Fundamentos de Enfermagem, Elsevier)

MITOS E VERDADES SOBRE A DOAÇÃO DE SANGUE

A Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), preparou sete perguntas para sanar algumas dúvidas sobre a doação. Confira:

1 – Idosos não podem doar sangue

MITO – A partir de 2013, houve aumento na idade máxima dos doadores de sangue pelo Ministério da Saúde. Atualmente, pessoas entre 16 e 69 anos podem realizar o ato de doação.

2 – A doação é restrita a pessoas sem piercing e tatuagem

MITO – Apenas pessoas com piercing na cavidade oral não podem realizar a doação, pois a boca está mais receptiva a infecções do que outras áreas do corpo. Sobre pessoas com tatuagens, é indicada que a doação seja feita após um ano da realização do desenho, pois é o tempo adequado para manifestações de doenças contagiosas que possam ser transmitidas pela agulha.

3 – O peso influencia na doação

VERDADE – O peso do voluntário deve ser a partir de 50 quilos.

4 – Gestantes e lactantes não podem doar

VERDADE – Mulheres grávidas ou que estejam amamentando não devem doar. As lactantes devem aguardar 12 meses após o parto. E no período pós-parto, a mulher poderá ser doadora após 90 dias, em casos de parto normal e 180 dias em cesárias.

5 – Descanso e alimentação influenciam na doação

VERDADE – É necessário estar descansado e não ter praticado atividades físicas intensas pelo menos cinco horas antes da doação. Em relação à alimentação, é preciso estar bem nutrido, com refeições prévias leves e sem gordura. Além disso, é proibido o consumo de bebidas alcoólicas até 24 horas antes da doação.

6 – Doadores estão suscetíveis a doenças transmissíveis via sangue

MITO – A partir da implementação do teste NAT com fomento da ABHH, doenças como HIV, Hepatites B e C, são detectadas pelo procedimento que tem capacidade de identificar se a pessoa está contaminada mesmo que haja um curto período, entre o dia de contaminação e a doação.

7 – O doador pode realizar o ato a cada 30 dias

MITO – A doação de sangue deve realizada com intervalo mínimo de 60 dias para homens e 90 dias para as mulheres, ou seja, em um período de 12 meses, há possibilidade de doação de até quatro vezes por ano, no caso de doador masculino e três em caso de doadora.

Confira aqui a lista dos hemocentros do país. Doe sangue. Doe vida.

Imagem: Google

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