Conheça melhor o Papiloma Vírus e sua forma de contágio

Conhea-melhor-o-Papiloma-Virus-e-sua-forma-de-contagio.jpg

Quando o assunto é DSTs fala-se muito em relação ao HIV, Herpes, Sífilis e Gonorreia, mas pouco se comenta sobre o Papiloma – também conhecido como Câncer de Uretra – e de seu maior contaminador, o Vírus Papilomavírus Humanos (HPV). Para ilustrar as informações a respeito da doença extraímos alguns trechos do livro Coleção Netter de Ilustrações Médicas – Sistema Reprodutor 2ED, publicado pela Elsevier. Confira:

¹Verrugas uretrais (papilomas) são lesões benignas sexualmente transmissíveis que ocorrem no meato uretral, na fossa navicular, ao longo da uretra peniana, e o mais distante proximalmente da uretra prostática. No entanto, 90% das lesões são observadas na uretra distal; envolvimento da bexiga é raro. Estas são geralmente lesões HPV-positivas, semelhantes a condiloma acuminado. De fato, papilomas uretrais são observados em 15% dos homens com condiloma de genitália externa. A apresentação comum é uma massa que se projeta da uretra, sangue na uretra, hematúria, disúria ou secreção uretral. Fatores de risco incluem múltiplos parceiros sexuais e sexo sem proteção. A uretroscopia é importante para determinar a extensão total das lesões intrauretrais. Lesões do meato uretral podem ser tratadas através de excisão local, geralmente acompanhada de meatoplastia para melhorar o acesso. A base da lesão é geralmente fulgurada após a excisão. Lesões uretrais mais profundas são tratadas cistoscopicamente com diatermia ou fulguração a laser de CO2 ou excisão a frio. Recorrências são comuns após um único tratamento e, portanto, podem ser necessários vários tratamentos. O uso de creme de fluoruacila 5, embora irritativo, pode ajudar a evitar recorrências.

Pacientes com histórico de câncer de bexiga apresentam maior risco de câncer de uretra. O início do câncer de uretra é insidioso, e os sintomas iniciais não são específicos. Desse modo, o intervalo entre a manifestação dos sintomas e o diagnóstico formal pode ser de 3 anos. Aproximadamente metade dos pacientes relata históricos de secreção uretral, geralmente convidando ao tratamento de doença sexualmente transmissível. Conforme a lesão progride, podem ocorrer sintomas urinários como jato fraco de urina, gotejamento pós-excreção e disúria, além de sintomas sexuais como ereções dolorosas. Algum grau de retenção urinária é observado em 25% dos pacientes e, em 40% deles, uma massa peniana endurecida palpável pode ser detectada. O diagnóstico é feito por cistoscopia, biópsia uretral e lavagens citológicas. Tumores do meato da uretra podem simplesmente ser excisados, embora toda a uretra necessite ser inspecionada. Lesões não invasivas podem ser tratadas esperançosamente com repetição das incisões endoscópicas em casos de reincidência. Lesões invasivas requerem cirurgia mais extensa com amplas margens uretrais, geralmente necessitando de uretrectomia compenectomia. Dependendo do local do tumor primário na uretra, é mais comum que as metástases envolvam os linfonodos inguinais, seguidos pelos pulmões, fígado, pleura, ossos, e outros órgãos distantes. Cirurgia é o principal tratamento curativo para câncer de uretra, embora tratamentos de várias modalidades com quimioterapia e radioterapia também possam ser benéficos. São utilizados quatro níveis de tratamento cirúrgico de câncer de uretra: terapia conservadora ou excisão local, penectomia parcial, penectomia radical, e linfadenectomia pélvica e ressecção em bloco, incluindo penectomia e cistoprostatectomia com remoção do osso púbico anterior (exenteração anterior) e derivação urinária. Os índices de sobrevivência em 5 anos são de 60% para tumores da uretra distal e de menos de 50% para tumores da uretra proximal.

¹Trecho retirado integralmente do livro Coleção Netter de Ilustrações Médicas – Sistema Reprodutor 2ED.

Imagem: Google

Share
Tweet
Share
Share