Aspectos gerais da vacina BCG produzida no Brasil

Esse medicamento que é referência mundial e serve para combater a meningite tuberculosa e formas pulmonares e disseminadas da doença é produzido no Brasil a partir da cepa Moreau, sendo considerado de boa potência quando comparado com outros da mesma natureza da BCG, que são produzidas em todo o mundo. A BCG feita no Brasil também possui familiaridade com outras cepas, demonstradas através de técnicas de fragmentação de DNA. Ela se caracteriza, ainda, por sua alta virulência residual (capacidade de gerar reação tuberculínica mais intensa e por tempo prolongado, quando da aplicação de PPD em vacinados. Sua comercialização é apresentada sob a forma liofilizada, sendo sensível à luz solar e a armazenagem deve ser mantida entre 4° a 8°C. A BCG Moreau também pode ser administrada simultaneamente com outras vacinas, inclusive com as de vírus vivos.

O BCG Moreau, foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde – OMS, após um processo de estudo em 16 laboratórios certificados pela entidade. A estirpe brasileira utilizada na vacina é considerada uma das mais imunogênicas dentre as 12 estirpes vacinais atualmente em uso, que consiste na capacidade do agente biológico estimular a resposta imune no hospedeiro conforme as características desse agente. Seus efeitos adversos são menores e possui proteção bastante elevada.

BCG PARA PREVENÇÃO DA TUBERCULOSE

¹A prevenção da tuberculose é realizada com a vacina BCG (Bacilo de Calmette-Guérin), preparada a partir de uma cepa derivada do Mycobacterium bovis atenuada. A vacina BCG confere poder protetor às formas graves de tuberculose, decorrentes a primo-infecção. No Brasil, é prioritariamente indicada para crianças de zero a quatro anos de idade, sendo obrigatória para menores de 1 ano, como dispõe do Ministério da Saúde (Brasil, 2002).

A estratégia de controle da tuberculose tem sido elaborada por programasgovernamentais. Estes consistem, basicamente, em diagnosticar e trata os casos de tuberculose o mais rapidamente possível, a fim de interromper a transmissão e evitar a difusão da doença.

Embora o tratamento de curta duração (seis meses) tenha sido adotado desde 1979, a supervisão do mesmo ocorreu no Brasil apenas em 1998, com o Programa Nacional do Controle da Tuberculose. Apenas após a instituição desse programa, a OMS considerou que o Brasil tinha aderido à estratégia DOTS (WHO,2002). O objetivo do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) é localizar no mínimo 70% dos casos estimados anualmente para tuberculose e curar no mínimo 85% destes.

ADMINISTRAÇÃO DO TRATAMENTO

²O tratamento da tuberculose indicado para as formas de tuberculose pulmonar consiste em uma associação de fármacos. Na primeira fase ou fase de ataque, geralmente, é ministrado isoniazida, rifampicina, pirazonamida e etambutol durante dois meses. Na segunda fase ou de manutenção, utilizam-se isoniazida e rifampicina durante quatro meses. Para casos de recidiva após cura, retorno após abandono do tratamento indicado e para tratamento da tuberculose meningoencefálica outros esquemas são utilizados.

O Brasil apresenta 73%* de índice de cura dos casos de tuberculose pulmonar tratados e cerca de 12% de abandono do tratamento. A maioria dos indivíduos submetidos ao tratamento de tuberculose consegue completar o tempo recomendado ser reações adversas relevantes ao uso dos fármacos antituberculosos. Todavia, os maiores determinantes dessas reações se referem à dose, horários de administração da medicação, idade do indivíduo, estado nutricional, alcoolismo, condições da função hepática e renal e coinfecção por HIV.

A prevenção é dada principalmente pela vacina BCG intradermicamente. O teste de Mantoux também é usado na prevenção. Pesquisa de doentes na população e tratamento posterior também têm sido feitos como prevenção à tuberculose.

1º DE JULHO – DIA DA VACINA BCG

A  vacina BCG – Bacilo Calmette-Guérin foi desenvolvida em 1920 pelos cientistas Albert Calmette e Camille Guerin, a partir de uma bactéria responsável por desencadear mastite tuberculosa bovina, a Mycobacterium bovis. Sendo utilizada pela primeira vez, no ano de 1921, em um recém-nascido cuja mãe apresentava sintomas de tuberculose. Inicialmente era administrada de forma oral, mas posteriormente a aplicação intradérmica foi considerada mais eficiente, permanecendo assim até hoje.

¹² Trechos retirados do livro Microbiologia e Imunologia Oral, Elsevier.

*Os números variam de acordo com o paciente e também com o país, uma vez que as cepas utilizadas para a fabricação das vacinas variam de acordo com a localidade.

Imagem: Google

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