A investigação da infertilidade

LIVRO: A investigação da infertilidade

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A infertilidade é caracterizada como ausência de gravidez clínica após um período de 1 ano ou mais de relações sexuais regulares e desprotegidas. Não há uma frequência mínima de relações sexuais necessárias para caracterizar a dificuldade na concepção, embora a maior chance de gravidez é obtida com relações diárias ou a cada 2 dias, no período de 6 dias que termina no dia da ovulação.

A investigação para detectar a infertilidade sempre envolve o casal e deve ser sistemática, ou seja, os possíveis limites reprodutivos devem ser abordados de maneira integral e simultânea. Exemplificamos o cenário da mulher com anovulação crônica casada com um homem com alteração seminal moderada: não se pode tratar a disfunção ovulatória e não considerar o fator masculino. Obviamente, a profundidade da investigação pode mudar de acordo com a situação. Quando há alta probabilidade de alteração masculina importante, por exemplo, posterga-se a realização da histerossalpingografia, que pode não ser necessária.

Um casal que estava tentando engravidar há 6 meses, tem 12% de chance de ser verdadeiramente fértil, e um casal tentando há 12 meses, 2%. Portanto, após este período, recomendam-se investigação e tratamento.

Por outro lado, em situações em que há risco de menor reserva ovariana e/ou maior chance de infertilidade, é necessário iniciar a avaliação antes do período de 12 meses:

  • Idade da mulher:
  • 35 anos ou mais: avaliar após 6 meses de tentativas;
  • 40 anos ou mais: discutir avaliação antes de começar a tentar.
  • Fatores femininos: diagnóstico prévio ou alta probabilidade de disfunção ovulatória (irregularidade menstrual/amenorreia), doença uterina, tubária, peritoneal e/ou endometriose;
  • Fatores masculinos: diagnóstico prévio ou alta probabilidade de alteração seminal;
  • Desejo do casal.
  • Texto elaborado com informações do livro Condutas Práticas em Infertilidade e Reprodução Assistida – Mulher.
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