08 de abril: Combater o câncer é um ato de resistência

O câncer é atualmente a segunda maior causa de mortes no Brasil e no mundo, perdendo apenas para doenças cardiovasculares. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), prevê-se que até 2030, serão 27 milhões de novos casos da doença, 17 milhões de mortes por câncer e 75 milhões de pessoas vivas com a enfermidade. Como hoje é o Dia Mundial de Combate ao Câncer, separamos três respostas dadas pelo INCA – Instituto Nacional de Câncer à população, para desmistificar algumas dúvidas e crenças acerca da doença. Confira:

O que é câncer?

Câncer é um grupo de doenças que se caracterizam pela perda do controle da divisão celular e pela capacidade de invadir outras estruturas orgânicas.

O que causa o câncer?

O câncer pode ser causado por fatores externos (substâncias químicas, irradiação e vírus) e internos (hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas). Os fatores causais podem agir em conjunto ou em sequência para iniciar ou promover o processo de carcinogênese. Em geral, dez ou mais anos se passam entre exposições ou mutações e a detecção do câncer.

O câncer tem cura?

Atualmente, muitos tipos de câncer são curados, desde que tratados em estágios iniciais, demonstrando-se a importância do diagnóstico precoce. Mais da metade dos casos de câncer já tem cura.

Para saber mais acesse: www2.inca.gov.br

CUIDADOS PARA OS SOBREVIVENTES DO CÂNCER

A National Coalition for Cancer Survivorship (2004) fornece uma definição de um sobrevivente de câncer: ”um indivíduo é considerado um sobrevivente de câncer a partir do momento do diagnóstico, através do equilíbrio de sua vida”. Os membros da família e amigos também são sobreviventes, pois vivenciam os efeitos que o câncer tem sobre seus entes queridos.¹

Atualmente, existem 16 milhões de sobreviventes de câncer nos Estados Unidos; o número continuará a crescer, uma vez que mais de 1,5 milhões de novos casos são diagnosticados a cada ano (National Cancer Institute [NCI], 2010; American Cancer Society [ACS], 2011). Entre as crianças com diagnósticos de câncer, 81,46% sobrevivem pelo menos 5 anos. Dos adultos diagnosticados com câncer, 68% sobrevivem pelo menos 5 anos. O número de pessoas que sobrevivem ao câncer continuará a aumentar à medida que novos casos são diagnosticados e aqueles que já foram tratados vivem mais. Os problemas de atenção à saúde entre aqueles que sobreviveram a um câncer têm sido largamente ignorados ou mal interpretados por causa da crença de que problemas de saúde são maiores para aqueles que recebem tratamento, sobrevivem, e são dados como ”atestado de saúde”. Há muitas diferentes trajetórias ou cursos de sobrevivência do câncer. Com os avanços no diagnóstico precoce e tratamentos adequados, mais pacientes são sobreviventes de um câncer em longo prazo. As principais formas de tratamento do câncer – cirurgia, quimioterapia hormonal, modificadores de respostas biológica (bioterapia) e radioterapia – muitas vezes indesejadas por criar efeitos em longo prazo sobre os tecidos e sistemas de órgãos que prejudicam a saúde de uma pessoa e a qualidade de vida desta em muitas maneiras (Institute os Medicini [IOM], 2006). Assim, a sobrevivência ao câncer tem enormes implicações para a maneira como esses indivíduos monitoram e gerenciam a saúde ao longo de suas vidas.²


¹¨² – Trechos retirados do livro Fundamentos de Enfermagem 8ED

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