04 de abril- Dia nacional do parkinsoniano

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O mal de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva, que atinge as células de uma região do cérebro que controla os movimentos e o equilíbrio. Para lembrar da importância de seu tratamento e do cuidado que as pessoas acometidas com a doença merecem, a data 4 de abril foi escolhida para celebrar o dia nacional do Parkinsoniano.

‘’A doença de Parkinson, que representa o segundo distúrbio (a segunda doença) neurodegenerativo(a) mais comum após a doença de Alzheimer, ocorre em aproximadamente 1 em 1000 na população geral e em 1% de pessoas maiores de 65 anos. Os homens são afetados ligeiramente com mais frequência do que as mulheres.

Acredita-se que a causa da doença de Parkinson seja uma combinação de fatores genéticos e ambientais pouco compreendidos. Tanto genes autossômicos dominantes como recessivos podem causar a clássica doença de Parkinson.‘’ (Goldman Cecil Medicina, Elsevier)

O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE PARKINSON

Para explicar um pouco mais sobre a doença fizemos um compilado de perguntas e respostas, segundo a Academia Brasileira de Neurologia. Confira:

1 – O que é a Doença de Parkinson (DP)?

A Doença de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva. É causada por uma diminuição intensa da produção de dopamina, que é um neurotransmissor (substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas). A dopamina ajuda na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática, ou seja, não precisamos pensar em cada movimento que nossos músculos realizam, graças à presença dessa substância em nossos cérebros. Na falta dela, particularmente numa pequena região encefálica chamada substância negra, o controle motor do indivíduo é perdido, ocasionando sinais e sintomas característicos, que veremos adiante.

2 – A DP tem tratamento?

A Doença de Parkinson é tratável e geralmente seus sinais e sintomas respondem de forma satisfatória às medicações existentes. Esses medicamentos, entretanto, são sintomáticos, ou seja, eles repõem parcialmente a dopamina que está faltando e, desse modo, melhoram os sintomas da doença. Devem, portanto, ser usados por toda a vida da pessoa que apresenta tal enfermidade, ou até que surjam tratamentos mais eficazes. Ainda não existem drogas disponíveis comercialmente que possam curar ou evitar de forma efetiva a progressão da degeneração de células nervosas que causam a doença. Há diversos tipos de medicamentos antiparkinsonianos disponíveis, que devem ser usados em combinações adequadas para cada paciente e fase de evolução da doença, garantindo, assim, melhor qualidade de vida e independência ao enfermo. Também existem técnicas cirúrgicas para atenuar alguns dos sintomas da Doença de Parkinson, que devem ser indicadas caso a caso, quando os medicamentos falharem em controlar tais sintomas. Tratamento adjuvante com fisioterapia e fonoaudiologia é muito recomendado. O objetivo do tratamento, incluindo medicamentos, fisioterapia, fonoaudiologia, suporte psicológico e nutricional, é reduzir o prejuízo funcional decorrente da doença, permitindo que o paciente tenha uma vida independente, com qualidade, por muitos anos.

PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE PARKINSONIANISMO E DOENÇA DE PARKINSON

Parkinsonianismo é uma síndrome clínica que consiste em quatro sinais cardinais: tremor, rigidez, acinesia e distúrbios posturais (TRAP). A doença de Parkinson é uma causa comum da síndrome TRAP, mas há numerosas outras causas (tabela abaixo):

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